Doença psicosomática têm fundo emocional

A baixa-auto estima tem conseqüências nefastas nas áreas física, emocional e espiritual

Existem alguns pacientes adultos que entram nos consultórios e permanecem o tempo todo de cabeça baixa, falando com um fio de voz e, dificilmente encaram o médico. Existem outros, na maioria mulheres, que não falam o que estão sentindo, pois são sufocadas e dominadas pelo cônjuge, ou acompanhante, o qual informa os sintomas apresentados, os exames realizados e a medicação atual. Nesses casos, quando nos dirigimos ao paciente e pedimos que ele mesmo informe suas queixas, até o fazem, mas constantemente olham para o acompanhante, como que esperando aprovação por suas palavras.

Há também jovens que ao entrar pela porta, já vão se curvando, parecendo tão abatidos como se tivessem um século de vida. Ao serem perguntados sobre seus objetivos, informam:

- Não sei, doutor. Não consigo fazer nada. Tudo que me proponho a fazer dá errado!

Seus semblantes são tristes e andam cabisbaixos. Seus olhos não têm vida. São curvados como caracóis querendo se esconder dentro da casca.

Pessoas assim são acometidas, primeiramente, por uma doença emocional chamada Baixa Auto-Estima, que é de onde procedem os problemas físicos. Algumas, naturalmente, pela baixa estima passam a ter suas vidas dirigidas por outras.

A idade não conta. São adultos e crianças que crêem não ter valor. Seus sintomas estão sempre ligados ao emocional. Mesmo quando são queixas físicas, os exames complementares nada mostram. Os mais comuns são: dores migratórias pelo corpo, desânimo intenso, problemas digestivos e intestinais, depressão, problemas de pele e respiratórios, problemas de sono, pensamentos suicidas, sentimentos internos de revolta.

Em geral, essas pessoas cresceram sem saber o que é um elogio. Sem ouvir um 'eu amo você'. Viveram sempre debaixo de críticas ferinas, sendo depreciadas pelos que as cercam. Meninas com essas características costumam se entregar ao primeiro 'namorado' que as elogia e quando adultas dificilmente são felizes em seus casamentos.
Essa doença ataca homens e mulheres, não importa a idade. Outra clássica característica é que ao encontrar um revés na vida, se abatem facilmente e surgem logo com a frase chavão: 'Estava bom demais pra ser verdade' ou 'eu sabia... nada do que eu faço dá certo, mesmo!'. Eles não acreditam que uma pessoa possa ser feliz independentemente de recursos materiais, beleza física e talentos mais destacados.

Um problema que ocorre paralelamente e que impulsiona para baixo a auto-estima é o da auto-aceitação. As pessoas que não aceitam a maneira como Deus as fez, seja sua parte física, dons e talentos ou o lar em que nasceram, irão, com certeza, ter uma baixa estima no futuro. Isso pode levá-las a um conflito com o Deus Criador e a outras conseqüências nefastas na vida espiritual. Se não amam a si mesmas, como poderão amar os outros? (Pois o referencial é amar ao próximo como a nós mesmos). Como entender que Deus as ama, se não aceitam a maneira que Ele as criou? Como confiar em Deus, 'se Ele errou' ao me fazer dessa forma?

Todo esse histórico leva as pessoas a não perceber que são especiais, que não foram criadas por acaso, que suas vidas foram compradas por preço de sangue divino.

Em geral, adquire-se problemas de auto-aceitação quando se é proveniente de uma família onde só reinam críticas, os elogios são escassos e as cobranças intensas. É praticamente inevitável que essa pessoa, ao atingir as fase da adolescência e adulta, apresente uma auto-estima baixa.

Mas, há uma boa notícia: a baixa auto-estima pode ser tratada e deve passar, necessariamente, por alguns processos em que cada pessoa precisa entender que foi Deus quem a criou e que ela é muito especial para Ele.

'A primeira receita', então, é ler os dois trechos bíblicos abaixo e lembrar do imenso amor que Deus tem por nós.

Depois, olhe para a listinha do final do artigo e orando, procure dar os passos ali detalhados. A vida é preciosa, não deixe que a baixa auto-estima a roube de você!

'Por que estás abatida ó minha alma e por que te perturbas dentro em mim. Espera em Deus, pois ainda o louvarei.' Salmo 42.11

'Tu me cercas por trás e por diante, e sobre mim pões a tua mão.

Pois tu formaste o meu interior,

tu me teceste no seio de minha mãe.

Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso

me formaste...' Salmo 139. 5 e 13,14

Você...

t ... é tão especial que Jesus morreu em seu lugar.

t ... não está solto(a), sem rumo, mas Deus tem um propósito específico para a sua vida.

t ... precisa aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal.

t ... precisa buscar tratamento para alguma área de auto-aceitação que a incomode (defeito físico etc.).

t ... precisa fazer um tratamento com um psicólogo ou psiquiatra cristão.

t ... deve aceitar o fato que, possivelmente, precisará tomar alguns medicamentos durante o tempo de tratamento.

Nem todos precisarão tomar todos os passos. Alguns poderão não precisar de apoio psicológico, outros, sim. Uns levarão mais tempo, outros menos. Cada caso é um caso. Portanto, não deixe de dar os passos necessários, caminhar e orar. O Pai vai ao nosso lado! Quer maior incentivo?

Dr. Luiz Antonio Caseira É médico fisiatra, tendo sido professor do curso de Medicina da Universidade do RJ. É vice-diretor de 'Vencedores por Cristo', casado com Ângela e pai de dois filhos.

:: Lar Cristão

Uma nova vida...

Uma nova vida...

Se não somos reconciliados com Deus através do que podemos fazer, mas do que Cristo fez a nosso favor, não é menos verdade que uma vez perdoados e regenerados, passamos a viver de uma forma diferente.

Esse novo estilo de vida não acontece apenas no exterior, em conformidade com um conjunto de regras morais e éticas. A nova vida começa por dentro, na atitude do coração, nas prioridades, nas motivações e acima de tudo, no relacionamento pessoal com Deus.

Esse relacionamento, mediado por Cristo, tem a sua expressão máxima na presença do Espírito Santo na vida de cada um dos filhos de Deus.

O mais importante na vida cristã é o relacionamento pessoal que desfrutamos com Deus, e a certeza de vida eterna que temos através da ressurreição de Jesus.

Para lá disso sabemos que Deus providencia para a nossa vida e cuida de nós em todos os pormenores.

O maior de todos os milagres é a mudança de vida operada em nós, pela mudança da nossa natureza. A nova forma de viver que temos em Cristo dá-nos, logo à partida, uma vida muito mais saudável física, emocional e afectivamente. Também na nossa conduta social e profissional existem alterações que favorecem melhores condições materiais.

Além de tudo isso sabemos que Deus continua a realizar milagres físicos, emocionais e financeiros, de acordo com a Sua palavra, a Sua vontade e a fé que Nele depositamos.

A vida cristã é a melhor vida que poderíamos viver nesta terra, sem considerar a dimensão eterna de bem-aventurança, que de outra forma não teríamos possibilidade de esperar.

"É por isso que eu vos digo: Não andem preocupados com o que hão-de comer ou beber, nem com a roupa de que precisam para vestir. Não será que a vida vale mais do que a comida, e o corpo, mais do que a roupa? Olhem para as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem amontoam grão nos celeiros. E no entanto, o vosso Pai dá-lhes de comer. Não valem vocês muito mais do que as aves? Qual, de vocês, por mais que se preocupe, poderá prolongar um pouco o tempo da sua vida? E por que hão-de vocês andar preocupados por causa da roupa? Reparem como crescem os lírios do campo! E eles não trabalham nem fiam! Contudo digo-vos que nem o rei Salomão, com toda a sua riqueza, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada, quanto mais vos há-de vestir a vocês, ó gente sem fé? Portanto, não andem preocupados a dizer: "Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?" Os que não têm fé, esses é que se preocupam com todas essas coisas. O vosso Pai celestial sabe muito bem que vocês precisam de tudo isso. Procurem primeiro o Reino de Deus e a sua vontade e tudo isso vos será dado. Portanto, não devem andar preocupados com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu mal." (Evangelho de Mateus 6:25-34)

Samuel Pinheiro

Fonte: Portal Evangélico

Qualidades importantes de jovens líderes

1ª: Dependa de Deus

Todo Líder tem que depender de Deus, porque muitos trabalham para Deus sem ser homens de Deus porque dependem deles mesmos, não dependem do poder de Deus que representa a base para um ministério sadio. (I Corintíos 2.4-5)

2ª: Discipuladores

Todo líder precisa ser orientado por aqueles que tem alguma lição de fé. Ou seja, que oferecem algo, e acrescentem passos interessantes na minha caminhada, auxílio em crescimento. Discipulado até nas coisas simples. E um orienta o outro.

3ª: Parecer-se com Cristo

Todo líder precisa se empenhar em ser parecido com Cristo. Ele precisa buscar isto e levar jovens a serem assim. (Efésios 3.16-19 1Pedro 5.5)

Devemos ser atenciosos com as pessoas, humildade e simplicidade são virtudes indispensáveis. Não julgar o irmão tradicional, que ele pode até não falar em línguas, mas ter amado vidas, isto é ser parecido com Cristo.

4ª: Seja um líder saudável

Seja tranqüilo: viva arte de perdão, não tenha mágoa de ninguém, não sofra por antecipação. Pense antes de agir: para ser uma pessoa saudável. Contemple as pequenas coisas da vida, as coisas simples. A nova geração precisa se voltar para as coisas simples, observe a vida de quem vive com simplicidade. Não seja amargo

5ª: Seja servo

Um líder deve ter um coração servo, "boas obras" Tito2.7- "Fazendo boas obras"

Fonte: eJesus

Show, culto ou culto-show???

Quando as pessoas batem palmas num culto é por que acharam bonita e emocionante a apresentação da música, como num show ou por que querem manifestar diante de Deus um estado de alegria, de adoração?

Por causa de minha atividade tenho visitado diversas igrejas e em diversos lugares, a situação parece estar generalizada. Palmas, ovações, gritos, etc. É só um músico dar um acorde mais evoluído, mais emocionante, para que todos aplaudam no culto das igrejas. Outro dia estava num culto onde iria pregar e assisti tudo isso. Confesso que, em certos momentos, eu não sabia se estava num show popular ou se num culto. É claro que podemos entender o fenômeno por diversos ângulos. Aqui segue uma maneira de encarar a situação.

Não estou aqui querendo reclamar de nosso espírito festivo como brasileiros, nem conclamar discussão sobre os Salmos que mencionam bater palmas no culto, mas me preocupa sempre a busca dos significados mais profundos do que fazemos, especialmente no culto. Ontem falei aos meus alunos de Filosofia da Religião sobre isso, mencionando que tem sido histórico o pregador pedir ao público para ficar de pé no momento da leitura da Bíblia e o argumento é que é uma reverência a Deus. Indaguei aos alunos que se estaremos ouvindo a Palavra de Deus – o nosso Rei – então não deveríamos ficar assentados, pois quando um rei fala, seus súditos devem ficar calados e assentados? Quando o súdito vai falar, é ele quem deve ficar de pé. Assim, deveríamos ficar de pé apenas quando estivermos orando, confessando nossos pecados, cantando ao nosso Rei. Estes são os significados simbólicos por trás destes atos.

Quando as pessoas batem palmas num culto é por que acharam bonita e emocionante a apresentação da música, como num show ou por que querem manifestar diante de Deus um estado de alegria, de adoração?

Você pode estar pensando que sou impertinente, mas minha preocupação é que tenhamos consciência mais precisa do que fazemos, especialmente naquele ato significativo em que estaremos adorando ao nosso Deus, Criador e Salvador. Isso tudo para evitarmos cair no que o profeta Isaías advertiu: “... este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor.”

Em outras palavras, o culto se tornou um ritual, pois era somente rotineiro. As pessoas já não sabiam mais o significado das coisas. E, pior ainda, a vida delas já não representava mais aquele ato de culto, eram como sepulcros caiados.

A adoração deve ser fruto de uma vida consagrada, limpa, amorosa e não um mero ritual, um culto-show emocionante e fantástico.

Lourenço Stelio Rega
é teologo, educador e escritor.

Fonte: Revista Eclésia